quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Vivendo de longe

Vista do Edifício Executivo 

Hoje está sendo um dia diferente pra mim. Resolvi escrever para passar o tempo e me dei conta de que o tempo é um fenômeno que, às vezes, dói.
Passamos por coisas na vida que queremos esquecer, mas tem algumas que gostaríamos de viver mais e mais. E é difícil sentir saudade, saudade de um tempo que já foi, saudade desse tempo que foi bom.

Somos recém-formados, mas ainda não cortamos o cordão umbilical que nos liga à vida universitária. Percebi isso ao ver várias postagens de amigos e colegas relacionadas à Frutal, à UEMG e à volta as aulas.
É estranho saber que não estaremos lá depois de tanto tempo passando férias e voltando para o nosso cantinho, mas essas tais férias já não existem.

Se cada um de nós parar um minuto pra pensar em tudo o que vivemos, tenho certeza que será impossível não sorrir sozinho, lembrando das coisas mais bobas e felizes.
E aí, eu me pergunto: por que é tão complicado crescer? Aceitar que aquela vida foi uma fase passageira e que agora a etapa é outra?
Quantos de nós não gostaríamos de voltar a viver aquele momento?

Mas, agora, sabemos que já fizemos a nossa parte, já vivemos a nossa história e já deixamos a nossa marca.

Nos resta observar e viver de longe com duas certezas: a de que essa época não volta, mas também jamais será esquecida dentro de nós.  oje Hoje

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Passado o Fim do Mundo...




Depois de meses sem postar eu não podia deixar o blog sem uma reflexão de fim de ano. É tradicional pensarmos em como o tempo passou rápido e esperar que o próximo ano seja sempre melhor do que o que passou.

De 2012 eu não tenho que reclamar. Foi um ano intenso, de emoções inexplicáveis e vitórias inacreditáveis. Do campo acadêmico ao amor (Ah, o amor!). Pelo suspiro que dei ao escrever essas palavras acho que já deu pra entender como ele é bom pra mim. Ah, a amizade... 2012 foi também um ano de fortalecer as velhas, mas insubstituíveis amizades e de descobrir novas. Sobre as velhas, essas são sempre boas, confortáveis, nos deixam à vontade pra ver que o tempo é senhor e que quem é verdadeiro fica, apesar de qualquer distância ou dificuldade. Assim os anos passam e eles estão sempre ali, os verdadeiros amigos. Já os novos vêm por acaso. É sempre momento de se permitir conhecer alguém especial e quando é pra ser, ele vem e fica. Quando eu menos esperava, a vida me deu um novo amigo, daqueles que mesmo em pouco tempo já marcou muito.

Dos sorrisos às lágrimas, nós somos feitos de sentimentos. Em algumas pessoas esse viral se manifesta com menor intensidade, mas em mim ele transborda e eu não tenho medo de sentir. A não ser que seja sentir a perda... Isso é triste, mas também faz parte da vida. Não falo de morte porque, felizmente, não aconteceu esse ano. Mas me refiro às pessoas que ficam pelo caminho, pois com o passar dos dias nos afastamos e nos aproximamos de sujeitos que acredito serem pontos de luz. São pessoas que precisavam surgir em determinados momentos da nossa vida pra nos ensinar algo, nos transmitir alguma mensagem que era importante exatamente naquela hora e depois elas se vão. Desse fato tiro uma impressão: nós aprendemos a lidar com cada pessoa no momento certo e a entender que a vida é uma missão. Por isso, tantos altos e baixos, tanta instabilidade e insegurança.

Tudo isso faz parte do crescimento e a gente entende conforme a vida passa. Ela passa tanto que aqui estou eu, prestes a entrar no último ano de faculdade, com 20 anos de idade e a dificuldade de entender que eu não posso mais viver como se tivesse 15. Oi responsabilidade! Apesar do pouco tamanho, está na hora de crescer menina-mulher.

Assim, quero que 2013 seja vivido como se fosse o último, mas não da minha vida, e sim de um ciclo. Seguindo os pensamentos maias, quero que esse ano seja redondo, que eu faça tudo o que tiver que fazer, passe por tudo o que tiver que passar e, no fim, tenha a certeza de que cumpri toda a minha missão deste ano e que mais que tudo eu seja feliz.

A todas as pessoas que me arrancam sorrisos no dia-a-dia, FELIZ ANO NOVO!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O que tem por trás da beleza


Não sou nenhum ícone da beleza feminina. Tampouco o tipo de mulher que passa na rua e é vista em slow-motion com cabelos ao vento. Ou talvez eu seja. Basta eu querer. Temos a incrível mania de dar mais valor ao que pensam a nosso respeito do que a ideia que temos de nós mesmos. O erro está aí. Ser bonita aos olhos dos outros é mais importante do que a mesma consideração aos nossos olhos.

O problema é que o que os outros veem, geralmente, se limita a aspectos físicos e nós somos muito mais que isso. Cada um é especial pelo motivo que lhe faz ser diferente. Pode não ser algo extraordinário, mas isso marca a sua personalidade. Por muito tempo pensei não ter dom nenhum. Tenho amigos que cantam, outros que dançam, uns que sabem maquiar, aqueles que fazem rir, outros são bons em fazer nada e assim já são tudo. Conheço pessoas de todos os jeitos e todas elas são especiais do que jeito que são. E eu sei fazer um pouco de cada coisa, mas não faço nada bem. E me divirto com isso.

Tem dias em que me sinto especial por ser amada porque sou a filha mais bonita do mundo aos olhos da minha mãe. Há manhãs que se alegram por eu ter falado três ou quatro palavras que arrancaram um sorriso de uma amiga. Há amigos que gargalham com frases que só eu sei dizer. Sei lá, o que acontece. Só sei que eu sou única para o meu espelho. Ele não fala, só escuta. Não quebra, só reflete. Não distorce, só reproduz o que eu realmente sou aos meus olhos. Olhos que enxergam muito além da imagem e da aparência. Olhos que se preocupam com a alma, com a essência.

Acho que um pouquinho de auto-ajuda não faz mal a ninguém. Uma dose de elogio todos os dias muito menos. Nem que ele venha de você mesmo. Afinal, se tem alguém que tem que te aturar é seu próprio corpo, se você não gostar do que é, ninguém fará isso por você.

Alôô, acorda! Há uma vida linda lá fora e ela precisa do seu brilho pra ser completa.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Olhe a vida mais de perto


Querem falar sobre jornalismo?
Vamos conversar com Caco Barcellos. Se eu já o admirava pela sua carreira jornalística, agora o admiro, ainda mais, como pessoa. Bastaram duas horas de palestra (que voaram como 2 minutos) para que eu entendesse “por que faço jornalismo?”. Primeiro não foi muito bem uma palestra, e sim uma conversa bem próxima, literalmente, de quem trabalha acima de tudo com o aspecto humano da profissão. E não falo isso baseada no fato de que jornalistas lidam diretamente com acontecimentos da sociedade, mas baseada num profissional que defende o respeito à vida.

Somos expostos, diariamente, a notícias de corrupção, escândalos, mortes, guerras, tudo focado em dizer as questões políticas que envolveram os casos e o número de vítimas somadas. No entanto, ninguém se preocupa em investigar a vida dessas pessoas, os motivos que levaram a morte, de quem, de fato, é a culpa ou simplesmente se a morte era mesmo a única saída. A maior indignação é: por que se mata tanto?

Por um princípio lógico, a explicação seria que é a forma mais fácil de acabar de vez com o mal pela raiz. Isso se a lógica, realmente, puder ser considerada um atributo de quem pratica a carnificina. Mas, Caco ainda chamou a atenção para um dado interessante, baseado em dois pilares: quem mais mata e quem mais morre.

O senso comum nos faz pensar, imediatamente, nos bandidos, traficantes e policiais, mas é aqui que está o erro. Pesquisas mostram que essa parcela de assassinos corresponde a 25% apenas, enquanto os outros 75% são preenchidos pelo próprio ser humano, aparentemente comum e inofensivo, mas que por descontrole emocional tira a vida como quem rasga uma folha. Ciúmes, traição, desconfiança, posse, defesa de interesses. Marcas de uma sociedade individualista que culpa o outro pelas injustiças sociais, mas que não percebe que são os mais fracos os que mais morrem. Claro. Afinal, é mais cômodo. E quem se importa, geralmente, não tem importância. É daí que surge a impunidade e que se cria uma sociedade cada vez mais violenta.

Se bem que a impunidade não é tão impune assim. Não se pune quem deveria ser educado, mas quem é vítima ou está diretamente ligado a ela. E a punição vem da forma mais covarde e cruel possível, por meio da pena de morte. Contraditório, não é mesmo? Um país que se declara contra a pena de morte e tem cidadãos mortos todos os dias, sem ao menos direito à defesa ou julgamento.  

Peço aos jornalistas e a sociedade que atente pra isso. Caco me fez refletir sobre os rumos que os nossos passos dão, sobre as atitudes que temos a cada dia que acordamos, sobre um mundo que esquece ser preenchido por pessoas e não por máquinas que você desliga à medida que elas te incomodam.

Seres humanos, vai aí uma dose de tolerância e sensibilidade.


Foto: Mariana Nogueira

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Catavento




O vento. Livre, leve, solto. Invisível, mas necessário. Quem me dera ter um pouco do seu poder de existência. Somos tão visíveis aos olhos humanos e nos tornamos tão pequenos diante da imensidão do mundo.

Eu gosto de altura. De poder olhar o horizonte e não conseguir imaginar onde ele acaba. Sentir a brisa bater no rosto e ter os cabelos ao vento. Fechar os olhos e deixar a natureza acariciar a pele como se fosse um momento único. É nessas horas que a gente se esquece de tudo, para no tempo só pra apreciar os segundos passando devagar, quase parando, transformando a eternidade em algo muito além do que já é.

É por isso que eu tenho um sonho. Ridículo para uns, banal para muitos. Mas seria a sensação perfeita de liberdade. Quero voar de Asa Delta. Dos muitos meios aéreos, é o que mais me chama a atenção. Não tem a estabilidade de um avião, não tem a passividade de um balão e não tem a loucura do budget-jump.

É simples, bonito, harmonioso. Sentir como se tivesse asas de verdade, num voo mesmo que rápido, se faria inesquecível. E tudo isso pelo poder do vento que leva as coisas tristes e nos renova. Que hora pode ser furacão, girando em torno de si. De vez em quando é ventania, arrastando a sujeira. Mas que, sempre, é ar e vida. E a ele, minha gratidão.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Já dizia Camões [...] É um não querer mais que bem querer!


"Você tem de querer. Embora eu queira muito, mesmo eu querendo em dobro, não há como querer por você."

Inspirada nas palavras de Gabito Nunes, a pessoa que aqui vos fala teve um pensamento súbito. Quero falar sobre vontades, quero falar sobre desejos. Quero falar sobre “querer”. O autor ao qual me refiro é escritor de mão cheia pra quem gosta de textos protagonizados por temáticas femininas e relacionamentos, ou seja, dos meus preferidos. 

Sem delongas, venho enfatizar o que mais me chamou atenção na citação inicial. Somos do tipo que julgamos, do tipo palpiteiros e opinativos. Muitas vezes querendo ser conselheiros. Em outras, querendo ser fofoqueiros. O nosso problema é querer demais.

Querer mandar demais, falar demais, chorar demais, ser feliz demais. Nada é tão demais, que não possa que não possa resultar em “menos”. A vida tem a sua medida, exata e adequada para cada situação em que a gente se encontra. Não adianta querer demais, se não é pra ser.  Não adianta falar demais, se ninguém quer ouvir. Não adianta mandar demais, se ninguém for obedecer. Não adianta chorar demais, se ninguém for enxugar. Não adianta ser feliz demais, se for sozinho.

Passamos a vida toda querendo, querendo sempre mais. Querendo por nós, querendo pelos outros. Podemos querer, mas melhor ainda se pudéssemos agir. E se quiséssemos por todo mundo, um mundo que fosse só nosso. 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Eis aqui um pouco de mim!


A cada dia um novo aprendizado. Estou numa fase de descobertas. Internas e externas. Encontrei uma Priscila nunca antes imaginada. Uma menininha que se conhece nos prazeres da vida e tenta amadurecer lentamente. Efeitos exteriores fazem parte desse descobrimento. Prestes a chegar aos vinte, estou num momento de insegurança. Tem dias em que durmo pensando no que vou fazer quando me formar e acordo planejando os afazeres de um novo dia. Em post it’s mentais organizo uma a uma as tarefas a serem cumpridas.

Datas, datas e mais datas. E eis que o mês passa e os olhos nem percebem. E dia após dia, a sensação de que se vive um dia a menos. Melancólico e exagerado, mas verdadeiro. Fazemos planos, estabelecemos metas e nem ao menos sabemos se vamos cumpri-las, mas se vivermos pensando no amanhã, deixaremos o hoje de lado e ele se tornará ontem.

As palavras presentes aqui traçam uma cronologia bagunçada de uma pré-jornalista confusa. Meio sem nexo, digito um texto dirigido aos leitores que também se sentem assim. Afinal, todos nós estamos sujeitos a essas confusões. Faz parte da idade, do momento, da vida de quem ainda precisa construir um futuro.

Tem dias em que um simples “bom dia” de um desconhecido na rua me faz pensar em como ainda existem pessoas gentis, que agem sem esperar nada em troca. Já em outros, até os elogios me cansam, por pensar que existem pessoas que só agem por interesse.

Tristes, prazerosos, depressivos ou emocionantes. Cada dia é um novo recomeço, mesmo que contínuo de uma atividade já realizada, ainda sim pode ser surpreendente.